Dermatologia e Emoções

Psicodermatoses: doenças da pele relacionadas com as emoções: nesta página a Psoríase, Vitiligo e Dermatite Atópica
| Psicossomática |

A pele, como os demais órgãos, sofre influências diretas das emoções. As lesões, nesse caso, costumam depender  mais do agente agredido que do agente agressor.

O ritmo alucinante da vida de hoje, a transitoriedade das coisas, das pessoas e dos valores, a valorização do bem material, o individualismo crescente, competitividade, falta de solidariedade e a premência do tempo e do sucesso estão fazendo surgir novos tipos de doenças agravadas, desencadeadas ou determinadas pelas sobrecargas emocionais.

A doença coronariana, produtora do Infarto do Miocárdio, por exemplo, tem sido uma das patologias mais estudadas atualmente, tendo em vista a altíssima incidência em que acomete pessoas dos países mais civilizados. A ciência tem demonstrado uma grande variedade de fatores causais envolvidos no desenvolvimento dessas doenças, digamos, psicossomáticas. Mas as emoções não acometem apenas o sistema cardiocirculatório. Cada vez mais se constatam órgãos e sistemas participando das invfluências das emoções.

Alguns estudos consideram a participação de fatores constitucionais um dos elementos mais importantes no desenvolvimento da doença, outros enfatizam a importância prevalente dos fatores ambientais, enfim, quanto a ordem de importância desses fatores não há ainda um consenso.

Apesar de todos esses estudos, na década de 1980, alguns estudos (Eliot R S - Stress and cardiovascular disease: mechanisms and measurement - Ann. Clin. Res. no. 19, pp 88-95, 1987) constatavam que até cerca da metade dos coronarianos não apresentavam os clássicos fatores de risco ambientais atribuídos ao desenvolvimento da doença, tais como a vida sedentária, tabagismo, antecedentes familiares, etc. Assim sendo, quais seriam os mecanismos responsáveis pelo desenvolvimento da doença nesses pacientes? Seriam emocionais?

Em julho de 1999, realizou-se o Congresso da American Academy of  Dermatology, em São Francisco (Estados Unidos). Finlay, da Universidade de Wales (Escócia), fez a seguinte pergunta: o que é pior: a psoríase, diabetes, a asma ou a bronquite, nos pacientes que já têm a psoríase e, também, uma dessas outras patologias? Concluiu que o pior é a psoríase, e o trabalho foi publicado no Brit.J.Dermatology (1995; 132: 236 - 244).

Daí surgiu a idéia de se realizar um questionário, que avaliasse a qualidade de vida do paciente com doença de pele, informando as restrições que este sofre no trabalho social, lazer, vida sexual etc. Em decorrência do questionário criou-se o Dermatology Life Quality Index (DLQI), desenvolvido por Finlay e Khan, que já existe em 12 línguas e corresponde à 10 perguntas que levam 2 minutos para serem respondidas. A Dermatite Atópica, Psoríase, Eczema e Acne, são as doenças que mais afetam a vida dos pacientes.

Dermatitis Artefata ou por Auto-Mutilação são lesões de pacientes com distúrbios psiquiátricos que se auto-infligem (geralmente portadores de Transtornos Obsessivos-Compulsivos e Esquizofrenia), assim como a Tricotilomania, que é o hábito compulsivo de arrancar cabelos, pelos e lavar as mãos obsessivamente.

O estresse, a ansiedade exacerbam vários tipos de doenças e a depressão, também. Esses fatos, sugeriram durante o Congresso, a necessidade de se criar uma subespecialidade, para combater essas doenças psicossomáticas, que se manifestam na pele. Foram feitas referências ao primogide e aos anti-alérgicos e anti-pruriginosos.

Os Transtornos Obsessivos-Compulsivos, afetam 2 a 3% da população e 14% dos pacientes que se apresentam com coceiras no consultório do dermatologista. Esse tema foi apresentado aos especialistas, através de uma técnica de psicodrama, insistindo no fato de que os dermatologistas dão pouca atenção à esses aspectos psicossomáticos da especialidade. Um dos expositores, sugeriu que o especialista encarasse com bom humor essas histórias, pois isso melhora a relação médico/paciente (JAMA 4/6/1997; 227:1660- 63).

 

PSORÍASE
A prevalência da Psoríase, na Europa, é de 1,5% a 2% da população, nos Estados Unidos é de 0,5% a 1,5%. A doença é rara em negros, índios e amarelos é não existe entre esquimós. A Psoríase desenvolve-se com maior freqüência entre 20 e 40 anos. Entretanto, a doença será mais grave quando surge em crianças e isso ocorre em sua forma denominada de Psoríase Familial, que acomete a pessoa desde criança. Essa forma familial está intimamente associada a problemas imunológicos, tal como complexo de histocompatibilidade nas moléculas W 6; DR7; B1 e B57. A forma não familial se desenvolve mais tarde.

Muito provavelmente a questão emocional atua como um importante fator desencadeante da Psoríase em pessoas com uma certa predisposição genética para a doença. Fala-se em componente genético porque cerca de 30% das pessoas que têm Psoríase também têm familiares acometidos por ela. A Psoríase não é uma doença contagiosa e não há necessidade de evitar o contato físico com outras pessoas.

Fisiologia
Ortonne e colaboradores, patologistas do Hospital Saint Louis (Paris), afirmam que a Psoríase é uma dermatose inflamatória resultante de um desequilíbrio epidérmico, caracterizado pela proliferação exagerada e diferenciação anormal dos queratinócitos (células da epiderme responsáveis pela queratina) e, também, por uma ativação anormal do sistema imunológico. Na opinião desses pesquisadores, trata-se de uma dermatose de causas multifatoriais, implicando inclusive em mecanismos patogênicos hereditários, emocionais e ambientais.

Um grande número de fatores desencadeantes ou agravantes da Psoríase têm sido identificados em pacientes predispostos geneticamente. Entre esses fatores se incluem as infecções estreptocócicas e virais, o estresse, outros fatores emocionais, alcoolismo e fumo.

Formas Clínicas
A Psoríase pode se manifestar de várias maneiras e graus. Ela se apresenta desde sob a forma de mínimas lesões até uma forma mais severa, chamada de Psoríase Eritrodérmica, onde a pele de todo corpo pode estar comprometida. Entretanto, a forma mais freqüente de apresentação é a Psoríase em placas, caracterizada pelo surgimento de lesões na pele de cor avermelhada e descamativas bem delimitadas e de evolução crônica.

Psoríase     As escamas desse tipo de Psoríase geralmente são esbranquiçadas e localizadas mais freqüentemente nos cotovelos, joelhos, couro cabeludo e tronco. As lesões de Psoríase geralmente não têm sintomas, mas pode haver discreta coceira no local. Quando as placas regridem, costumam deixar uma área de pele mais clara no local afetado.

Sendo a Psoríase uma doença de natureza crônica, é comum ocorrerem fases de melhora e de piora, possivelmente oscilando ao sabor das oscilações emocionais. Outra característica importante é o chamado fenômeno de Koebner, caracterizado pela formação de lesões lineares em áreas de trauma cutâneo, como arranhões.

Apresentações menos comuns são; a Psoríase Ungueal, com lesões apenas nas unhas, a Psoríase Pustulosa, com formação de pústulas principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés e a Artrite Psoriásica que se caracteriza por inflamação articular que pode causar até a destruição total da articulação, normalmente afetando os dedos das mãos. Os graus de severidade da Psoríase são divididos em leve, moderada e grave sendo um dos mais graves a chamada Psoríase Inversa, onde as lesões são planas, inflamadas, atingindo grandes áreas.

Outra forma de apresentação é a Psoríase Gutata, com surgimento eruptivo de pequenas lesões circulares (em gotas), freqüentemente associada com infecções de garganta. O diagnóstico da Psoríase é geralmente clínico, mas pode ser confirmado por uma biópsia, a qual revela sempre um quadro bem característico.

O Ciclo da Psoríase
Nossa pele está em continuada renovação, substituindo continuamente células mortas por vivas. Nessa renovação (crescimento) normal da pele, as células são criadas numa camada mais profunda (basal), e então se movem para cima, através da epiderme, até o chamado ao estrato córneo, que é a última camada da pele.

As células que vão morrendo, por sua vez, são eliminadas através desse estrato córneo, mantendo o equilíbrio. Este processo normal de renovação leva aproximadamente 28 dias, do nascimento das células até sua morte.

Quando a pele é ferida, entre em ação uma outra atividade, diferente da renovação normal. Trata-se da cicatrização. Nesse caso as células são produzidas numa velocidade maior. Na cicatrização há ainda um aumento da irrigação sanguínea na área afetada e um processo de inflamação no local.

Patologicamente e de alguma forma, a pele com Psoríase é muito parecida com a pele em cicatrização, com a pele portadora de alguma infecção ou mesmo com a pele da reação alérgica.

As lesões da Psoríase se caracterizam por um crescimento celular anômalo e, embora não haja nenhuma ferida a ser cicatrizada, as células da pele chamadas queratócitos se comportam como se houvesse alguma lesão a ser reparada. Estes queratócitos alteram a multiplicação celular normal para um modelo como se fosse de regeneração. Assim sendo, muitas células da pele são desnecessariamente criadas e empurradas para a superfície num prazo curto de 2 a 4 dias. Esse excesso de células se acumula e começam a descamar formando as lesões típicas da Psoríase.

Resumindo, as escamas em placas que cobrem as lesões da Psoríase são compostas de células mortas, e a vermelhidão das lesões é causado pelo aumento da irrigação sanguínea nesse local para favorecer, indevidamente, o crescimento rápido de novas células.

Tratamento
A Psoríase pode deixar pessoas com limitações físicas devido a artrite, pode desfigurar, devido as lesões na pele, enfim, pode proporcionar grande frustração, ansiedade e depressão. Há casos mais graves com importante diminuição da auto-estima e completo isolamento social conseqüente.

Vários tipos de alívios temporários estão disponíveis, e eles atuam com variados graus de sucesso. A Psoríase não tem um curso previsível e cada caso tem o seu próprio curso. Uma coisa é certa, os sintomas podem ir e vir, tornando-a uma doença para a vida toda. Mas o paciente pode aprender a conviver adequadamente com a doença, aprender a controlá-la e levar vida praticamente normal.

O tratamento da Psoríase vai desde o simples uso de medicações tópicas para os casos mais leves, até tratamentos mais complexos para os casos mais graves. A resposta ao tratamento varia de um paciente para outro e o componente emocional nunca deve ser menosprezado.

Uma vida saudável, evitando-se o estresse vai colaborar para a melhora, assim como, será fundamental o tratamento de estados emocionais que estejam comprometendo a saúde, principalmente os estados ansiosos e os depressivos. A exposição solar moderada é de grande ajuda e manter a pele bem hidratada também auxilia o tratamento. Embora não exista uma forma definitiva para se acabar com a Psoríase, é perfeitamente possível conseguir a remissão total da doença, praticamente como se fosse uma cura clínica.

"Cerca de 30% dos portadores relatam casos na família", diz a dermatologista Sandra Tajtelbaum. ...
Além da predisposição genética, acredita-se haver relação da doença com infecções, uso de medicamentos, situações de estresse e traumas emocionais. "Organicamente, tensões subjetivas funcionam como uma bombinha que pode desencadear a psoríase", diz a neuropsiquiatra Elisabete Della Rosa Pimentel.
"Quando investigamos meu passado, vi que problemas no relacionamento, o desemprego do meu pai e o estresse no trabalho acabaram influenciando o desenvolvimento da doença", afirma Baer.
Para Pimentel, quando o paciente reconhece a situação emocional que está ligada ao aparecimento dos sintomas, ele já está a um passo do controle da doença, reduzindo suas manifestações.
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DERMATITE SEBORREICA - Caspa
Trata-se inflamação crônica da pele que surge em indivíduos geneticamente predispostos, tratando-se portanto de manifestação constitucional. As erupções cutâneas características da doença ocorrem predominantemente nas áreas de maior produção de oleosidade pelas glândulas sebáceas.

A causa da Dermatite Seborreica é desconhecida, mas a oleosidade excessiva da pele, juntamente com um fungo, o Pityrosporum ovale, estão envolvidos na causa da doença. A maior atividade das glândulas sebáceas ocorre sob a ação dos hormônios masculinos (androgênios), por isso, o início dos sintomas ocorre geralmente após a puberdade. Nos recém nascidos também podem ocorrer manifestações da doença, normalmente devido a algum nível de androgênio materno ainda presente na criança.

Manifestações clínicas
A Dermatite Seborreica tem caráter crônico, com tendência a períodos de melhora e de piora. A doença costuma se agravar no inverno e em situações de fadiga ou estresse emocional.

As manifestações mais freqüentes da Dermatite Seborreica ocorrem no couro cabeludo e são caracterizadas por intensa produção de oleosidade (seborréia), descamação (caspa) e prurido (coceira). A caspa pode variar desde fina descamação até a formação de grandes crostas aderidas ao couro cabeludo. A coceira, que pode ser intensa, é um sintoma freqüente nesta região e também pode estar presente com menor intensidade nas outras localizações.

Quando a Dermatite Seborreica se instala na pele, as lesões costumam ser avermelhadas com descamação gordurosa. As áreas mais atingidas da pele são o rosto, principalmente em torno do nariz, supercílios e fronte, orelhas e região retroauricular (atrás da orelha) e o centro da região torácica anterior e posterior.

Uma outra apresentação da Dermatite Seborreica é a chamada Blefarite Seborreica, que atinge as pálpebras (caspas nas pálpebras). A Dermatite Seborreica pode ainda apresentar lesões em áreas de dobra de pele, como as axilas e sob as mamas. Casos graves de Dermatite Seborreica podem evoluir para a generalização das lesões, atingindo grandes áreas da pele.

Tratamento
Não existe medicação que acabe definitivamente com a Dermatite Seborreica porém seus sintomas podem ser controlados. Deve-se evitar a ingestão de alimentos gordurosos e de bebidas alcoólicas e o banho muito quente. O tratamento geralmente é feito com medicações de uso local na forma de xampus, loções capilares ou cremes. Em alguns casos, medicações via oral podem ser utilizadas. A escolha do tratamento adequado vai depender da localização das lesões e da intensidade dos sintomas e deve ser indicado por um médico dermatologista.

Evitar o estresse ou tratar problemas emocionais que possam estar mantendo o quadro pode colaborar para a melhora. A exposição solar moderada é de grande ajuda. Embora não exista uma forma definitiva para se acabar com essa dermatite, é perfeitamente possível conseguir a remissão total da doença, praticamente como se fosse uma cura clínica.

 

VITILIGO
Vitiligo é uma descoloração da pele em certas áreas, de causa desconhecida e, embora não provoque danos à saúde, é um problema com pouquíssimas alternativas de tratamento. Portanto, o Vitiligo é uma patologia de despigmentação, onde manchas branco leitosas na pele, especialmente nos pés, mãos, órgãos genitais e face. Normalmente são bilaterais, mas também se apresentam únicas, isoladas ou disseminadas.

Vitiligo    As manchas do Vitiligo se formam devido à diminuição ou ausência das células responsáveis pela pigmentação dá cor à pele (os melanócitos) nos locais afetados. Além dessa ausência ou diminuição dos melanócitos, o Vitiligo geralmente está associado também à ausência da própria melanina, que é a substância secretada pelos melanócitos.

Causas
A origem do Vitiligo é desconhecida. Algumas pesquisas já tentam relacioná-lo a problemas endócrinos, tendo em vista o fato de alguns pacientes apresentarem alterações de tireóide e diabetes, também à fatores imunológicos, do tipo auto-imune e, sobretudo, emocionais. Este último aspecto aparece como hipótese causal tendo em vista ser muito comum a associação entre acontecimentos importantes na vida do paciente e o aparecimento ou o agravamento da doença, assim como sua oscilação em função do estresse.

Ainda que o elemento emocional não esteja relacionado ao surgimento das manchas, alguns pacientes referem problemas emocionais consideráveis depois do aparecimento das lesões, acompanhado de substancial piora do quadro clinico. Nossa sociedade costuma ser bastante rigorosa quanto à perfeição estética dos seres humanos.

Clínica
     O Vitiligo tem curso crônico, com tendência ao aumento progressivo das lesões. Não há como prever o tipo e extensão da evolução da doença. Ela pode permanecer estável durante anos e voltar a se desenvolver ou regredir espontaneamente. Inclusive não é raro que, num mesmo paciente, possam ocorrer regressão de algumas lesões enquanto outras se desenvolvem.

As manchas típicas do Vitiligo são brancas, com ausência de pigmento (melanina) e podem apresentar um fino halo mais pigmentado, de pele mais escura, ao seu redor. Essas manchas atingem principalmente a face, extremidades dos membros, genitais, cotovelos e joelhos, mas pode chegar a acometer quase toda a pele. Quando atinge áreas pilosas os pelos também perdem a coloração e ficam brancos. Os ferimentos na pele podem dar origem a novas lesões.

Tratamento
Apesar do Vitiligo não causar nenhum prejuízo à saúde física, as alterações estéticas muitas vezes causam distúrbios psicológicos que podem prejudicar o convívio social e o agravamento da própria doença. Quando necessário, o tratamento emocional dos pacientes pode ser fundamental para um bom resultado do tratamento do Vitiligo.

Como o Vitiligo se apresenta de forma e intensidade variada em cada paciente, o tratamento dermatológico deve também ser individualizado, de acordo com cada caso. Alguns medicamentos com ótimos resultados em alguns pacientes podem não ter efeito nenhum em outros. Muitas vezes, os resultados parecem estar mais relacionados ao paciente tratado do que ao tratamento em si. A repigmentação das lesões se dá a partir dos folículos pilosos, formando-se pontilhado de cor normal dentro das manchas. Estes pontos aumentam progressivamente juntando-se uns com outros para fechar a lesão.

A cura do Vitiligo tem sido uma busca incansável no mundo todo. Qualquer que seja o tratamento idealizado para o Vitiligo, este será sempre demorado e exigirá paciência. No caso das crianças portadoras, é importante que os pais tentem se controlar para não transmitir sua ansiedade para elas, fazendo-as pensar que sofrem de uma doença grave, o que só trará dificuldades ao tratamento . É importante lembrar que o Vitiligo não traz nenhuma alteração de saúde apesar do grande distúrbio estético.

Uma consideração importante, segundo Shirley Schnaider Borelli, é que "o paciente bem amado ou bem tocado do ponto de vista emocional apresenta melhores respostas aos tratamentos". A autora refere ter observado pacientes que usaram as mesmas técnicas e não responderam a elas da mesma forma e após abordagens psicoterápicas passaram a apresentar uma pigmentação exuberante em todas as áreas do corpo.

 

DERMATITE ATÓPICA
A Dermatite Atópica é um transtorno crônico e recorrente da pele que se caracteriza por lesões com vermelhidão, prurido intenso, e freqüentemente ressecamento em diferentes partes do corpo, que se apresenta em episódios agudos, por tempos e intensidade variáveis e, geralmente, também com períodos sadios de duração variável.

Além disso, a Dermatite Atópica se caracteriza por manifestar uma reatividade muito alta da pele a estímulos físicos e irritantes diretos, e uma maior suscetibilidade a certo tipo de infecções cutâneas, como por exemplo, aos fungos ou ao estafilococo. As pessoas com Dermatite Atópica são, em resumo, portadoras de pele muito delicada ou sensível.

Tem-se podido demonstrar uma tendência genética hereditária nesta doença, freqüentemente ligada a outras doenças de forte componente imunológico, tais como Asma Brônquica e Rinite Alérgica. Por isso se aventa a possibilidade de demonstrar a participação de reações alérgicas como a causa da grande maioria dos casos com este transtorno, ainda que tenhamos de esclarecer outros muitos fatores que influenciam a evolução e severidade da Dermatite Atópica.

Antigamente a Dermatite Atópica era conhecida como "Neurodermatitis", sugerindo, como já que se demonstrou, que este tipo de pele teria uma reação anormal a certos estímulos cutâneos devido a alterações nas terminações nervosas sensitivas. Essas terminações nervosas normalmente controlam, por exemplo, a sudorese, a dilatação dos capilares ou a secreção das glândulas sebáceas da pele.

O Estresse e a Dermatite
Atualmente se sabe, que, ainda que o estresse ou as emoções intensas podem exacerbar ou produzir um novo brote de Dermatite Atópica, este não quer dizer que esta seja a causa do transtorno em si. Isto é, o estresse é mais outro dos fatores que influem neste transtorno,assim como também o são: o excesso de suor; de sol; de frio; o roce com roupas ásperas; o contacto direto com sustâncias irritantes como os solventes, sabões, detergentes, combustíveis, e certos metais.

Quanto aos fatores alérgicos, os alimentos são os mais freqüentemente relacionados com a sensibilização cutânea, sejam eles ingeridos ou mantidos contato diretamente na pele. Também muito freqüentes são os sensibilizantes cutâneos diretos de muito diversos tipos: cremes lubrificantes; com antibióticos; alguns sabões e detergentes; materiais plásticos como o látex, nylon, a lycra ou o dacróm, e alguns metais como o níquel e o zinco, utilizados em guarda-roupas.

Dermatite Atópica   A maioria dos casos de Dermatite Atópica se apresenta por brotos agudos de irritação de algumas zonas da pele, e os sítios afetados variam muito, dependendo da idade da pessoa doente. Em lactentes é freqüente as lesões acometerem as nádegas, frente, peito, espalda e superfícies laterais externas de pernas e braços e parte interna dos punhos. Em crianças escolares as lesões tendem a aparecer mais nas pregas da pele do pescoço, braços, e do joelho. Na etapa de adulto, pode seguir com predomínio nas pregas, mas aparecem também em forma de lesões fixas crônicas em diferentes partes do corpo, em o tórax, braços ou pernas e pode afetar também as mãos, sobre todo em mulheres.

   A característica principal e distintiva de qualquer das formas da Dermatite Atópica é o prurido, o qual pode ser intenso e em ocasiões difícil de controlar. Algumas vezes estes episódios desaparecem expontaneamente se não forem muito intensos, não precisando de medicamentos ou cremes empecias. Entretanto, na maioria das vezes se necessitam de tais medicazmentos. 

A evolução da Dermatite Atópica, na maioria dos casos, é para a remissão total das recaídas, mas o processo normalmente leva anos, muitos ou poucos, segundo a severidade inicial do transtorno. As recaídas podem durar poucos dias ou manter-se por tempos muito prolongados, dependendo da causa e da severidade e extensão das zonas afetadas em cada caso. Nos casos mais severos, com lesões na maior parte do corpo e que respondem mal aos tratamentos convencionais, a melhora com o passar do tempo pode ser pouca e muito poucas são também as probabilidades de que se cure totalmente com qualquer tipo de tratamento.

Estes casos mais severos de Dermatite Atópica podem ser extremamente sensíveis a uma grande variedade de alérgenos e podem acompanhar-se de outras anormalidades do sistema imunológico, pelo que requerem intervenção de um especialista em imunologia, pois requerem estudos especiais adicionais e tratamentos mais agressivos.


DELÍRIOS PARASITÁRIOS
É freqüente a psiquiatria deparar-se com casos cujo diagnóstico, apesar de se enquadrarem nos manuais tradicionais (DSM.IV e CID.10), costumam confundir o clínico menos experiente. O Delírio Parasitário ou Delírio Dermatozóico, é um quadro psiquiátrico no qual o paciente tem a convicção delirante de estar infectado por parasitas. É um transtorno de difícil classificação mas, pode perfeitamente ser considerado uma psicose crônica, mais bem descrita no DSM.IV como Transtorno Delirante, do tipo Somático ou mais pobremente descrito como Transtorno Delirante Persistente na CID.10.

Ekbom, em 1938, foi quem descreveu adequadamente esse quadro psicopatológico, definindo-o como Delírio Dermatozóico (dematozoenwahn). Depois disso tem-se utilizado diversos termos descritivos e classificatórios, tais como Dermatofobia, Acarofobia, Parasitofobia, etc., mas desde um ponto de vista psicopatológico rigoroso, estes termos não são adequados, já que não existe a fobia como tal, nem as condutas de evitação secundárias.

O Delírio Parasitário se diferencia em dois grandes grupos: um, chamado de ectoparasitário, no qual a invasão se circunscreve à pele, e outro, o endoparasitário, quando abarca a orifícios ou órgãos internos, geralmente no tubo digestivo.

No Delírio Parasitário os pacientes têm a crença convicta de estar infectados por parasitas. Diante dessa convicção, normalmente eles consultam primeiro os dermatologistas, os quais deveriam ter maior experiência sobre esse quadro. Na literatura dermatológica estes casos se designam como Parasitofobias ou Delírio Parasitário. Mas, de modo geral, os dermatologistas podem ter alguma dificuldade no entendimento da parte psiquiátrica de seus pacientes.

Como exemplo posso lembrar de 2 casos mais exuberantes, um representando o grupo endoparasitário e outro, o ectoparasitário. O primeiro era um rapaz de 32 anos, sem nenhum antecedente de transtorno emocional ou psiquiátrico. Uma certa noite, voltando para casa do trabalho, de ônibus, com sono, apoiou sua cabeça no banco da frente e pegou no sono. Quando acordou, alguns minutos depois, sentiu-se invadir por germes e micróbios, os quais, estando no banco do ônibus, subiram-lhe pelo nariz e se instalaram nos seios da face (o paciente conhecia a existência dos seios da face por ter tido um antecedente de sinusite há muitos anos).

O quadro delirante mantinha-se há 2 anos e esses germes se multiplicavam ininterruptamente, chegando até escorrer-lhe pelo nariz. O paciente já havia sido internado três vezes por intoxicação exógena, causadas por inseticidas, que usava imprudentemente, na tentativa de livrar-se desses germes.

Esse paciente não tinha mais nenhum sintoma psiquiátrico além desse delírio, mantendo-se preservado em todos os demais aspectos de seu psiquismo. O diagnóstico pelo DSM.IV foi de Transtorno Delirante, tipo Somático ou, pelo CID.10, de Transtorno Delirante tipo Parafrenia.

Outro caso foi de um senhor com 56 anos e que, há 4 anos, apresentava a convicção inabalável de ser infestado por larvas de, mais ou menos 3 cm de comprimento por 1 cm de diâmetro, que circulavam ao longo de seu corpo por baixo de sua pele (no subcutâneo). Tanto quanto no outro exemplo, aqui também não havia mais nenhum sintoma psiquiátrico além do delírio, mantendo-se perfeitamente preservado em todos os demais aspectos de seu psiquismo, como se o delírio fosse uma ilha de insanidade num mar de normalidade.

Incidência
Desconhece-se a incidência e prevalência real do Delírio Parasitário e existem poucos trabalhos publicados sobre o tema. Suspeita-se que existem muito mais pacientes portadores dessa doença não detectados já que, em geral, são vistos por médicos generalistas e, sobretudo, por dermatologistas.

Um grande número de casos não chega ao psiquiatra por causa da recusa do paciente à sugestão de seu dermatologista ou clínico para procurar um tratamento especializado. Portanto, os Delírio Parasitário se diagnosticam muito raramente, apesar da provável incidência maior.

Quanto à distribuição pelo gênero, incidência do Delírio Parasitário é um pouco maior em mulheres que em homens, e mais freqüente entre os 50 e 55 anos. Aumenta sua prevalência em pessoas de idade mais avançada e, de acordo com observações iniciais do próprio Ekbom, pode resultar também da deterioração das funções cerebrais no envelhecimento. O Delírio Parasitário não se relaciona com fatores socioeconômicos (Lyell,1983). Entre 15% (Trabert, 1999) e o 40% dos casos (Wykoff, 1987; Skott, 1978) trata-se de um delírio com caráter de paranóia, pode gerar problemas no tratamento e manejo do paciente.

Apesar do Delírio Parasitário se possível em qualquer tipo de personalidade (Lyell, 1983), parece ser algo mais freqüentes naquelas personalidades com traços obsessivos e paranóides.

Etiologia
Não se tem um consenso geral sobre as causas do Delírio Parasitário mas, academicamente, podemos considerar sua origem das seguintes formas:

A) Primários.
São os casos de Delírio Parasitário que aparecem isolados sem outra patologia psíquica ou orgânica acompanhante. Nesses casos eles se encaixam perfeitamente nas descrições do Transtorno Delirante, do tipo Somático (DSM.IV) ou, como Transtorno Delirante Persistente (CID.10), apesar de nenhuma dessas classificações especificar o tema “parasita”.

O sintoma básico seria uma idéia delirante primária, isto é, uma alteração do pensamento a qual, secundariamente, desenvolveria alucinações visuais e tácteis (Wilson,1946).
B) Relacionados a outros transtornos psíquicos, sobretudo com a esquizofrenia e, menos freqüentemente, com transtornos afetivos (González Seijo et ao, 1993). Neste caso, o elemento primário seria uma alteração da percepção, com alucinações, tácteis e cenestésicas e, mais raramente, visuais, e a idéia delirante de parasitose seria secundária. Seria uma elaboração de um sistema delirante mais o menos estruturado (MacNamara, 1928; Wilsom & Miller, 1946). Na prática é provável que este mecanismo e o anterior possam coexistir.
C) Relacionados com processos orgânicos de afetação geral, como lúpus eritematoso sistêmico (Hernández-Albujar et ao, 1996), linfomas, hipotiroidismo, consumo de tóxicos sobretudo álcool, cocaína ou anfetaminas; também em relação com processos metabólicos o carenciais por má nutrição, sobretudo de vitamina B12 ou ácido fólico, sem afetação cognitiva importante e dentro do que poderia considerar-se psicoses orgânicas.
D) Relacionados com o traumatismo anterior acometendo diretamente o sistema nervoso central por causas diversas, sobretudo processos vasculares e também demências ou tumores de diversa localização especialmente em áreas do sistema límbico, sempre acompanhado de certo grau de comprometimento das funções cognitivas superiores (Flint, 1989 - Maneros et al, 1988 - Morris, 1991 - Berrios, 1985).


Características Clínicas
Trata-se, geralmente de mulheres com história de muitas visitas a profissionais médicos, sobretudo dermatologistas, e que se queixam de sofrer a parasitose de animais, quase sempre descritos como insetos ou germes, os quais podem ser vistos em alguns casos ou apenas sentidos em outros.

O parasita pode ser difícil de localizar e combater, normalmente pequeno, prolífico e resistente. A localização é variável, podendo estar nos pelos, na pele, em diversas partes do corpo ou em orifícios naturais. O inicio pode ser brusco o lento e pode acompanhar-se de coceira. Devido ao eventual prurido, são freqüentes lesões cutâneas, escoriações e até graves ulcerações. Às vezes as manifestações cutâneas podem ocorrer por o uso exagerado de detergentes, inseticidas ou antiparasitários.

A localização do parasita delirado é superficial algumas vezes e em outras pode correr debaixo dela, ou ainda introduzir-se por orifícios naturais (veja nossos 2 exemplos). Sendo a doença crônica, essas queixas costumam existir por vários anos antes do paciente chegar ao psiquiatra.
Uma das principais características do Delírio Parasitário é a idéia dos parasitas atuar de forma completamente isolada, ou seja, faltam todos os demais sintomas psicóticos que poderiam acompanhar um paciente delirante.

Os pacientes, apesar de carecerem de crítica e manter as idéias delirantes imunes à correção pela lógica, podem perceber que suas histórias suscitam espanto nos ouvintes. Diante disso, esses pacientes costumam relatá-las somente aos mais íntimos e aos médicos.

Chamamos de idéias delirantes, as idéias que estão dentro de um limite do possível e não possuem rasgos fantásticos (o que diferencia o Delírio Parasitário da Parafrenia super-fantástico na maioria das vezes). Apesar de absurdas ao ouvinte leigo e médico, elas obedecem um background cultural razoável do paciente. Os relatos sobre os animais parasitas se fazem de maneira concreta e convincente, e não se estranha que enganem as pessoas que os rodeiam. O sistema de raciocínio é construído com lógica, apesar de delirante (premissas falsas).

pacientes são, em geral, extrovertidos e conversadores, mas os detalhes sobre seu delírio são poucos, constantes e variam pouco ou nada com o passar do tempo.

 

Referências
Berrios GE
. Delusional parasitosis ande physical disease. Compr Psychiatry 1985; 26: 395-403.

Ekbom KA. Der präsenile Dermatozoenwahn. Acta Psychiat Neurol Scande 1938; 13: 227-259.

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Ballone GJ - Dermatologia e Psicossomática - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2007.




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O que a mente tem a ver com a saúde da pele é didaticamente explanado em Dermatologia.net. Veja o trecho que selecionamos e interessa nessa página Dermatologia e Emoções:

"A mente é algo sobre o que todas as pessoas falam, mas ninguém sabe o que é. Existem pesquisadores que acreditam que a mente é um produto do cérebro e buscam encontrar sua sede nesse órgão. Outros acham que a mente existe antes do cérebro, sendo a programadora do que se passa nele.

Ambas as correntes de pensamento têm provas razoavelmente convincentes do que afirmam. Seja o que for, a mente é onde se produzem os pensamentos. A partir deles, desencadeia-se uma série de fenômenos físicos através do cérebro, que é o local de reconhecimento de todos os fatos que se passam no organismo.

Origem embriológica
A pele e o sistema nervoso, do qual o cérebro é o órgão central, têm a mesma origem durante a formação do embrião. Ambos derivam do ectoderma, o folheto externo do embrião, que, na sua evolução, dobra-se sobre si mesmo formando um tubo, chamado tubo neural.

A parte que fica por fora vai formar a pele e a parte interna vai desenvolver o sistema nervoso. Portanto, desde o início, a pele está em ligação direta com o sistema nervoso, enviando-lhe constantemente informações sobre o meio externo.

Comunicação pele-sistema nervoso
Do cérebro e da medula espinhal partem nervos, que se ramificam como os galhos de uma árvore e se dirigem a todos os pontos do organismo, incluindo a pele. Na pele, filetes nervosos chegam à derme, aos vasos e à camada mais superficial, a epiderme.

As mensagens entre o sistema nervoso e a pele se dão por meio de substâncias químicas, chamadas neuropeptídios, que levam o código dos pensamentos ocorridos na mente para a pele. Em sentido inverso, a pele envia ao cérebro suas mensagens por meio de mediadores químicos produzidos por suas células, que viajam até o sistema nervoso central pelo sangue
ou pelos nervos, lá gerando pensamentos.

A comunicação entre mente, sistema nervoso e pele é constante e imediata, provocando alterações muito sutis, na maioria das vezes invisíveis e não percebidas pelas pessoas, como as alterações na produção
do suor.
Veja o site.
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O site Dermatologia.net ainda enfatiza, muito sabiamente, a importância das emoções sobre a saúde da pele. Tem um artigo, por exemplo, comentando a influência entre o pensamento e a evolução da psoríase. Veja o que selecionamos:

"Com base na comunicação holística, não há mais dúvida atualmente de que muitas doenças têm seu ponto de partida no tipo de pensamentos que a pessoa cria na mente. A vibração dos pensamentos provoca primeiramente alterações elétricas no cérebro que levam à produção de substâncias químicas pelo hipotálamo (área do sistema nervoso localizada na base do cérebro).

Estas substâncias químicas são os mediadores (mensageiros), que fazem a comunicação entre as células. O tipo de mediadores que será produzido e o que eles causarão, depende do tipo de pensamentos que está sendo gerado a cada instante.

Não se sabe exatamente ainda, como se dá o fenômeno de vibrações se transformarem em moléculas químicas nem como estas determinam desequilíbrios nas células. No entanto, não há dúvida de que, certos estilos de pensamentos agindo sobre pessoas geneticamente predispostas, são capazes de desencadea mudanças no organismo, que se manifestam sob a forma de doenças.

Assim, há certas dermatoses (doenças da pele) que seguramente têm uma ligação muito estreita com estados emocionais, pelo menos numa significativa porcentagem de pessoas. A psoríase é o exemplo mais eloqüente. Observa-se, com freqüência, que os pacientes com psoríase têm um alto nível de ansiedade. O vitiligo é outra dermatose sobre a qual o estresse exerce importante influência. A dermatite atópica, um tipo de alergia, que pode aparecer logo aos primeiros meses de vida, também contém um componente emocional intenso.

Além dessas, a dermatite seborreica, neurodermite, hiperidrose axilar e palmoplantar, alopécia areata e, possivelmente, o líquen plano, dermatite numular, dermatite artificial (auto-escoriação) e a tricotilomania (arrancamento compulsivo de cabelos e pêlos) são outros quadros com conexão mente-pele evidente, em maior ou menor grau".
Veja o artigo Pele e Psiquismo

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Dermatoses psicossomáticas na infância
Ainda de Dermatologia.Net, temos o seguinte texto:

"Crianças também convertem tensões emocionais em doenças. Com certa freqüência, pediatras e dermatologistas encontram manifestações cutâneas de conflitos, temores e preocupações. Há pais que ficam surpresos, quando se afirma que a dermatose apresentada pela criança é reflexo de estados psicológicos vividos pelo paciente. Às vezes, argumentam que a criança não tem motivo de estresse, porque não lhe falta nada.

Esses pais entendem que só o mundo dos adultos oferece ameaças ou motivos de pressão. É preciso lembrar, porém, que as crianças têm seu mundo mental e que são vulneráveis ao que se passa ao seu redor, porque dependem inteiramente dos adultos, não tendo como se defender. Para uma criança, as coisas que se passam com ela e os fatos que atingem os adultos dos quais dependem significam ameaças incontornáveis.

Na pele, as manifestações mais comuns atingem o couro cabeludo, o pigmento cutâneo, unhas e peles hipersensíveis.

No couro cabeludo são freqüentes quedas de cabelo localizadas, que formam áreas círculares lisas, desprovidas de folículos pilosos. É um quadro chamado pelada ou alopecia areata. Não há demonstração científica de que esta alteração é diretamente provocada pelo estresse, mas há freqüente coincidência da instalação de pelada com fases de estresse intenso. Isso leva à suposição de que haja uma correlação direta entre um fato e outro.

Também no couro cabeludo há um distúrbio curioso, que é o arrancamento de cabelos ou tricotilomania. A diferença para a pelada é que nesta alteração as áreas em que os cabelos foram arrancados são irregulares ou têm um desenho caprichoso e possuem cabelos normais, que ainda não foram arrancados. Surge de um tique nervoso, que a criança desenvolve, de puxar os cabelos por motivo da tensão. As sobrancelhas e os cílios também são arrancados, muitas vezes isoladamente.

O pigmento da pele, a melanina, é afetado em muitas crianças, que desenvolvem o quadro do vitiligo. Nem sempre existe estresse por trás do vitiligo, de modo que não se justifica a atitude de encaminhar toda criança com esta doença para psicoterapia. Entretanto, quando o estresse tem papel relevante, um terapeuta deve fazer parte do tratamento instituído.

As unhas são o tecido mais comumente agredido. É muito grande o número de crianças que aprende a desviar suas tensões para as unhas e cria o hábito de roê-las. Isso pode se transformar em verdadeira compulsão, que só a custa de muito esforço ou de psicoterapia será resolvido.

As peles hipersensíveis ou alérgicas sofrem uma influência imediata e intensa dos estados de tensão vividos pela criança. Um paciente com dermatite atópica ou sujeito a crises de urticária terá sua condição agravada e crises serão desencadeadas por influência de tensões emocionais. É muito difícil evitar a agudização dos processos, porque algumas crianças recebem, muitas vezes, a carga das tensões familiares, são o pára-raios da família, e, não tendo como resolver os problemas da família, desviam a pressão para seu próprio organismo. Uma pele hipersensível é o órgão de choque para descarregar essas tensões.

Outras manifestações ocorrem, dependendo da reação momentânea da criança. É, pois, importante levar em consideração o estado emocional da criança para evitar doenças psicossomáticas e para aliviar a carga que as emoções podem acrescentar a doenças existentes. Veja a Fonte

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